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date: 2026-06-10
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# Termo de consentimento na psicologia: Modelo em 5 passos

O **termo de consentimento** registra que o paciente entendeu e autorizou o atendimento e o uso dos seus dados. Segundo a [LGPD (2018)](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm), dado de saúde é sensível e pede base legal própria. Um termo claro cobre os 6 pontos da lei. Monte o seu em 5 passos.

Você recebe o paciente, explica como funciona o atendimento e começa a sessão. A gente sabe que parar para assinar um documento parece formalidade. Mas o termo de consentimento é o que transforma uma conversa de boas-vindas em um registro que protege os dois lados. Ele mostra que o paciente entendeu o sigilo, o uso dos dados e os limites do trabalho. Neste guia, parte da nossa série sobre [ética e LGPD na psicologia](https://neurallpsi.com.br/etica-e-lgpd-na-psicologia/), você vê o que esse termo precisa conter, como deixá-lo alinhado à LGPD e ao Código de Ética e um caminho prático para montar o seu, sem virar especialista em lei.

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## O que é o termo de consentimento na psicologia

<p class="wp-caption-text">Legenda: o termo de consentimento marca o início do atendimento com transparência sobre sigilo e dados.</p>

O termo de consentimento é o documento em que o paciente declara, por escrito, que recebeu informação clara sobre o atendimento e autorizou o tratamento dos seus dados. Ele nasce de dois lugares ao mesmo tempo: o consentimento informado, que é ético, e o consentimento da LGPD, que é legal. Os dois andam juntos, mas não são a mesma coisa.

O consentimento informado vem do Código de Ética e cuida da relação clínica. Ele garante que o paciente entendeu o método, o sigilo e os limites do trabalho antes de começar. Já o consentimento da LGPD cuida da informação: registra a base legal para guardar e tratar o dado de saúde. Na prática, um bom termo de consentimento reúne os dois numa folha só. Para entender a parte legal com mais calma, vale ler [como obter o consentimento do paciente segundo a LGPD](https://neurallpsi.com.br/como-obter-consentimento-do-paciente-lgpd/) antes de redigir o seu.

## Por que o termo importa para a clínica e o paciente

O termo de consentimento importa porque protege a relação e a informação ao mesmo tempo, e a falta dele aparece justo nos momentos de conflito. Sem o documento, qualquer divergência sobre o que foi combinado vira a palavra de um contra a do outro. Com ele, há registro do que o paciente sabia e autorizou desde o início.

Para a clínica, esse registro reduz risco. Ele mostra que o psicólogo cumpriu o dever de informar, previsto no [Código de Ética do CFP](https://site.cfp.org.br/resolucoes/), e que existe base legal para tratar o dado sensível. Para o paciente, o termo de consentimento é transparência: ele entende o sigilo, sabe como os registros são guardados e conhece os poucos casos em que a lei permite a quebra do segredo. Esse cuidado constrói confiança logo no primeiro encontro, em vez de deixar dúvidas guardadas que só aparecem quando algo dá errado. O documento não esfria o vínculo, ele o sustenta.

## O que um termo de consentimento precisa conter

Um termo de consentimento completo cobre 6 pontos que respondem às exigências da LGPD e do CFP de uma vez. Nenhum deles exige linguagem jurídica: a regra é escrever de forma que o paciente entenda sem precisar de um advogado ao lado. O quadro abaixo reúne cada ponto e o que ele significa no documento.

<table id="elementos-termo-consentimento">
  <caption>Os 6 elementos de um termo de consentimento na psicologia</caption>
  <thead>
    <tr><th scope="col">Elemento</th><th scope="col">O que registrar no termo</th></tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr><th scope="row">Identificação</th><td>Nome do psicólogo, número do CRP e dados do paciente.</td></tr>
    <tr><th scope="row">Finalidade</th><td>Para que os dados serão usados: registro clínico e continuidade do cuidado.</td></tr>
    <tr><th scope="row">Sigilo e exceções</th><td>O segredo é regra e os poucos casos legais de quebra.</td></tr>
    <tr><th scope="row">Guarda e prazo</th><td>Onde o registro fica e por quanto tempo é mantido.</td></tr>
    <tr><th scope="row">Direitos do paciente</th><td>Acesso, correção e revogação do consentimento a qualquer momento.</td></tr>
    <tr><th scope="row">Assinatura e data</th><td>Aceite do paciente e do psicólogo, com data do atendimento.</td></tr>
  </tbody>
</table>

Esses 6 itens conversam direto com o [sigilo profissional do psicólogo](https://neurallpsi.com.br/sigilo-profissional-do-psicologo/), que é o coração ético de todo o documento.

## Como montar o termo de consentimento em 5 passos

Montar o termo de consentimento leva cerca de 30 minutos e segue 5 passos que vão do rascunho à versão pronta para assinar. A ideia é partir de uma base e ajustar à sua realidade, em vez de escrever do zero. Cada passo abaixo cobre uma decisão prática, e ao final você tem um documento que serve para o atendimento presencial e on-line.

### Passo 1: Reúna seus dados profissionais

Comece pelo cabeçalho do termo com seu nome completo, número do CRP e a abordagem que você usa. Esse bloco identifica quem é o responsável pelos dados, exigência direta da LGPD. Leva 5 minutos e evita o erro mais comum: um termo genérico, baixado da internet, que não diz quem assina nem com qual registro profissional.

### Passo 2: Descreva a finalidade dos dados

Escreva, em uma frase simples, para que os dados serão usados. Na maioria dos casos, a finalidade é registrar a evolução clínica e dar continuidade ao cuidado. Evite listas longas de usos hipotéticos. A LGPD pede finalidade específica e honesta, não um texto que autorize tudo. Quanto mais claro o propósito, mais o paciente confia no que assina.

### Passo 3: Explique o sigilo e suas exceções

Deixe explícito que o sigilo é a regra e cite os poucos casos legais de quebra, como risco de vida. Esse é o ponto que mais protege a relação. O paciente precisa saber, antes de falar, o que fica guardado e o que a lei obriga a comunicar. Um parágrafo curto e direto resolve, sem assustar.

### Passo 4: Informe a guarda e os direitos

Diga onde o registro fica guardado, por quanto tempo e quais direitos o paciente tem. A LGPD garante acesso, correção e revogação do consentimento a qualquer momento. Informe também o prazo mínimo de guarda do prontuário, que o Conselho define em 5 anos. Esse passo conecta o termo ao [prontuário psicológico digital](https://neurallpsi.com.br/prontuario-psicologico-digital/) onde os dados vivem.

### Passo 5: Adapte para teleconsulta e revise

Se você atende on-line, acrescente uma linha sobre a plataforma usada e o cuidado com a gravação, ponto que a Resolução CFP nº 11/2018 reforça. Depois, leia o termo em voz alta: se uma frase soa difícil, reescreva. Quem prepara bem o [setting da teleconsulta](https://neurallpsi.com.br/como-preparar-o-setting-da-teleconsulta/) já tem metade desse passo resolvido.

## Termo de consentimento e LGPD: O que muda

O termo de consentimento na psicologia muda de peso quando entra a LGPD, porque o dado clínico é classificado como sensível no artigo 5º da lei. Isso significa proteção reforçada: não basta o paciente assinar, é preciso registrar a base legal e tratar a informação com segurança do registro ao descarte.

Na prática, isso traz duas mudanças simples ao documento. A primeira é deixar claro qual é a base legal do tratamento, que nem sempre é o consentimento. A LGPD prevê outras hipóteses, como a tutela da saúde, e a [ANPD](https://www.gov.br/anpd), autoridade que fiscaliza a lei, trata o dado sensível com exigência maior. A segunda é informar os direitos do paciente sobre os próprios dados. Um termo de consentimento que cobre esses pontos deixa de ser papel solto e passa a fazer parte de uma rotina de cuidado, do mesmo jeito que a chave da gaveta protegia o papel no consultório antigo. O documento se torna a porta de entrada de uma prática que respeita a lei sem transformar o acolhimento em burocracia.

## Uma plataforma que organiza o consentimento e o registro

Se montar e guardar cada termo de consentimento à mão parece trabalhoso, é porque é. A Neurall reúne prontuário, anamnese, agenda e os termos do paciente em um só lugar, com os dados protegidos e cada acesso registrado. A Nai, assistente da plataforma, ajuda a organizar a evolução para você revisar em vez de escrever do zero. O plano Pleno sai por R$89,90 por mês e atende a quem já tem a agenda cheia. Para sentir na prática, dá para testar grátis por 14 dias, sem cartão. Conheça os planos em [neurallpsi.com.br/#planos](https://neurallpsi.com.br/#planos) e deixe o consentimento e o registro organizados de ponta a ponta. Se preferir começar pelo papel, o [modelo de contrato terapêutico](https://neurallpsi.com.br/modelo-de-contrato-terapeutico/) complementa bem o termo.

<aside aria-label="Metodologia dos Testes">
## Como este guia foi construído
<p>Este guia cruza o texto da LGPD (Lei nº 13.709/2018) com o Código de Ética Profissional do Psicólogo e a Resolução CFP nº 11/2018, que rege o atendimento on-line. O objetivo foi traduzir as exigências legais e éticas em um termo de consentimento que o psicólogo consiga ler, entender e usar sem apoio jurídico. Cada um dos 6 elementos e dos 5 passos foi checado contra o que a lei e o Conselho pedem na prática clínica. A gente sabe que a maioria dos profissionais não tem tempo para virar especialista em proteção de dados, então o foco ficou na clareza e na aplicação direta no consultório, presencial ou on-line.</p>
</aside>

## Perguntas frequentes sobre termo de consentimento

<details>
<summary>É possível atender sem termo de consentimento por escrito?</summary>
<p>Não é recomendado. O termo de consentimento registra que o paciente entendeu o sigilo e autorizou o tratamento dos dados, e protege os dois lados em caso de divergência. A LGPD trata o dado de saúde como sensível e pede base legal clara. Sem o documento, a clínica perde a prova de que informou o paciente. O ideal é assinar logo na primeira sessão, presencial ou on-line.</p>
</details>

<details>
<summary>Por que o termo de consentimento precisa falar de sigilo?</summary>
<p>Porque o sigilo é o centro da relação clínica e o paciente tem direito de conhecer seus limites antes de falar. O termo informa que o segredo é a regra e cita os poucos casos legais de quebra, como risco de vida. Esse cuidado vem do Código de Ética do CFP e dá transparência à relação. Sem isso, o paciente assina sem saber o que de fato está protegido.</p>
</details>

<details>
<summary>O que diferencia o consentimento informado do consentimento da LGPD?</summary>
<p>O consentimento informado é ético e cuida da relação: garante que o paciente entendeu o método, o sigilo e os limites do trabalho. O consentimento da LGPD é legal e cuida da informação: registra a base para tratar o dado de saúde sensível. Um bom termo de consentimento reúne os dois numa folha só. Na prática, você informa a pessoa e registra a autorização ao mesmo tempo, sem dois documentos separados.</p>
</details>

<details>
<summary>Quando o termo de consentimento precisa ser atualizado?</summary>
<p>Sempre que mudar algo essencial do atendimento. Trocar de plataforma de teleconsulta, mudar a finalidade do uso dos dados ou alterar o local de guarda do registro pede um termo novo ou um aditivo. A LGPD permite ao paciente revogar o consentimento a qualquer momento, então o documento é vivo. Revisar o termo uma vez por ano já mantém tudo alinhado à lei e à sua prática atual.</p>
</details>

<details>
<summary>Como funciona o termo de consentimento para menores de idade?</summary>
<p>Para pacientes menores, quem assina o termo de consentimento é o responsável legal, mas a escuta do menor segue valendo. A LGPD dá proteção extra aos dados de crianças e adolescentes, e o melhor interesse do menor orienta a decisão. Na prática, o responsável autoriza o atendimento e o tratamento dos dados, enquanto o psicólogo preserva o vínculo com a criança. O documento deixa clara a finalidade e a guarda dos registros.</p>
</details>

## O termo como início de uma relação de confiança

O termo de consentimento não é uma barreira antes da terapia, é a primeira prova de cuidado que o paciente recebe. Quando ele entende o sigilo, sabe como os dados são guardados e conhece os próprios direitos, três coisas acontecem ao mesmo tempo. Você cumpre a LGPD. Respeita o Código de Ética do CFP. E começa o vínculo com transparência, em vez de dúvidas guardadas. Esse é o ponto central. Monte o seu termo a partir dos 6 elementos e dos 5 passos deste guia, adapte à sua realidade e deixe que o documento trabalhe a favor da confiança que sustenta cada atendimento.


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